Rede dos Conselhos de Medicina
Selecione o Conselho que deseja acessar:
Porto Alegre, 18 de Janeiro de 2020. Aumenta a Fonte [ A + ]   [ A - ]  
 
11/06/2013

Academia de Medicina

Entidade se manifesta contra a importação de médicos


O Presidente da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, face às noticias veiculadas nos meios de informação sobre o interesse do governo federal do Brasil em aceitar o ingresso de 6.000 médicos estrangeiros, originários sobretudo de Cuba, para exercer atividades de médico em nosso país, declara:

1. O exercício legal da Medicina no Brasil é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e pelos Conselhos Regionais. A autorização para esse exercício envolve o curso completo de Medicina em faculdade legalizada do país ou, em casos de cursos realizados no exterior, a adequada revalidação dos diplomas obtidos.

2. A notícia de que os indivíduos estrangeiros seriam autorizados a exercer a Medicina sem a legal e necessária revalidação de seu diploma original fere as normas do Conselho Federal de Medicina.

3. Experiências anteriores de tentativas de revalidação do diploma por pessoas da referida origem mostraram a deficiência de sua formação, já que têm sido, em esmagadora maioria (90,2%), reprovados nas nossas provas de revalidação.

4. Preocupa, por outro lado, quem são as pessoas que desejam transferir-se para o Brasil e aqui exercer a Medicina. Seriam 6.000 indivíduos oriundos de locais com evidente deficiência na formação médica, comprovada pelos exames para revalidação. Este número alto de pessoas, seriam elas, no seu país de origem, as mais ou as menos competentes? Por que vir para o Brasil? Por que um país pequeno com Cuba teria interesse em liberar esses 6.000 para trabalhar no Brasil? Não farão falta em Cuba, um país tão pobre?

5. E os indivíduos que foram já reprovados nas nossas provas de revalidação estariam integrando o plantel de 6.000? Podem os brasileiros ter mais exigências para o exercício da Medicina que os que cursaram faculdades no exterior?

6. Independentemente da discussão sobre a falta de médicos no Brasil, se há regiões desassistidas, se pessoas oriundas de Cuba ou de qualquer país outro trabalhariam com prazer em lugares menos atrativos e recebendo remuneração vil, o ponto fundamental é a qualificação técnica mínima a ser exigida. A reprovação sistemática (90,2%) nos exames de revalidação mostra que a ameaça de aceitar os estrangeiros sem passar por um crivo técnico rigoroso proporcionaria a presença de indivíduos incompetentes para atender os brasileiros das áreas carentes. A presença de um mau médico pode, pela geração de iatrogenias nocivas, ser pior do que a ausência de médico.

Porto Alegre, 17 de maio de 2013

Gustavo Py Gomes da Silveira
Presidente da Academia Sul-Rio-grandense de Medicina

Institucional Câmaras Técnicas Comissões de Ética Conheça o CREMERS Contas Públicas Delegacias Diretoria Palavra do Presidente Vídeo Institucional História Cremers

Serviços Área do Médico Busca Empresas Busca Médicos Ativos CBHPM Concurso Emissão de Boleto Empregos Eventos Inscrição de Empresas Licitações Pareceres e Resoluções Perguntas Freqüentes Pessoa Jurídica Propaganda Médica Registro de Especialidade Médica

 

 

Imprensa Artigos Assessoria Informativo Cremers Notícias Twitter

Publicações Apresentações para Download Biblioteca Código PEP Regimento Interno dos Corpos Clínicos

 

Contato Fale com o CREMERS Fale com o Presidente Ouvidoria

 

 

 

Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul - Copyright 2020 ©
Av. Princesa Isabel, 921 - Bairro Santana
Porto Alegre - RS - CEP: 90620-001
Telefone: (51) 3300-5400 e 3219-7544
Fax: (51) 3217-1968
E-mail: cremers@cremers.org.br
Horário de Atendimento:
De segunda-feira a sexta-feira
Das 09h00min às 18h00min