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Porto Alegre, 18 de Dezembro de 2017. Aumenta a Fonte [ A + ]   [ A - ]  
 

Cesariana eletiva: uma decisão regida por direitos

Autor: Dr. Jefferson Piva
Cargo: Conselheiro do Cremers

 Desde os primeiros dias até os últimos minutos de nossa vida realizamos escolhas que trazem consigo a possibilidade de erro com consequências imediatas e em longo prazo. Inicialmente, decidimos levados por instintos e, posteriormente, utilizamos uma lógica racional e emocional. 

 
Nestes 35 anos em que trabalho em UTI pediátrica convivi com milhares de mães enfrentando o maior desafio de suas vidas, que é a possibilidade real de perder seu filho. Meu testemunho é que mães, independente de seu nível cultural, econômico ou religioso são naturalmente capacitadas para decidir corretamente em defesa da saúde de seus filhos. Muitas vezes, suas decisões ultrapassam os limites imagináveis, como ao doar um dos rins ou parte de seu fígado para salvar o filho doente. Aprendi a admirar, respeitar e cultuar a sabedoria materna nas decisões relacionadas a seus filhos. 
 
Neste contexto, chama atenção a liderança do Brasil no número de cesarianas eletivas (aquelas não motivadas por urgência materna ou do bebê, mas apenas por uma opção da mãe e de seu médico). Justificar como um direito da mãe de exercer sua autonomia para decidir livremente a melhor data e via do parto é uma meia verdade. É sabido que o momento mais seguro para o nascimento do bebê ocorre entre 39 a 41 semanas de gestação. Antecipar a data do parto, através de cesariana eletiva, coloca em risco os interesses e segurança do recém-nascido. Crianças nascidas com idade gestacional entre 37 e 38 semanas, apresentam maior mortalidade, maior risco de internação em UTI neonatal, maior taxa de reinternação pós-parto e apresentarão maiores doenças na infância que aquelas nascidas com idade gestacional entre 39 e 41 semanas. No Brasil ocorrem, anualmente, 300.000 partos cesáreos eletivos (sem urgência materna ou fetal). Como justificar que todas estas mães decidiram deliberadamente colocar em risco a saúde imediata e futura de seus filhos? Esta decisão contraria tudo que elas fazem o resto da vida por seus filhos!  Não tenho dúvida que tomaram esta decisão sem a completa informação dos riscos e consequências de sua escolha para seus bebês.
 
Exatamente para garantir o bem estar e segurança desses recém-nascidos é que o Conselho Federal de Medicina (CFM), baseado nas melhores evidências da medicina, exige que cesarianas eletivas no Brasil sejam marcadas apenas após a 39a semana de gestação. Além de não retirar o direito materno de optar pela via do parto que melhor lhe convier, garante ao recém-nascido um tempo seguro de gestação. Esta resolução consolida e harmoniza os direitos de mães, recém-nascidos e médicos ao decidir pelo momento e tipo de parto. 

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